domingo, 10 de abril de 2011

Não

Eu não tenho filhos...E não pretendo ter filhos.

1 comentário:

  1. Pais e Filhos (as)

    Os deuses, se os há,
    Estão confusos.
    Como adivinhar
    Por onde vamos?
    Apreensivos,
    Ficam a observar
    O tortuoso caminho
    Que tomamos.

    Entristecidos se vão,
    Porque partimos,
    A distância aumenta
    E não voltamos.
    Pais sequiosos que são
    Indagam, sofrem:
    -Que será dos filhos
    Que amamos?

    Não há mais volta, agora que saímos,
    Adolescente humanidade que tateia.
    Ignoramos o que vemos e ouvimos,
    Enredados neste mundo, nossa teia.
    Brincamos desatentos e seguimos
    Por tardes que a Noite já margeia.

    E os deuses põem-se a pensar
    Que será do porvir, do amanhã?
    Terão coragem para sonhar
    Uma nova alegria, ainda que vã?
    Que é a de ter filhos e os amar
    Para perde-los à vida e ao seu afã?

    Deuses há ou deuses houve,
    Porque freqüentemente deles precisamos,
    Seja do obsequioso pai que nos ouve,
    Seja da compadecida mãe que amamos,
    Dada a oportunidade que nos aprouve.

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